A entrada da iniciativa privada nas obras da Usina Termonuclear Angra 3 é a única opção viável para a conclusão do empreendimento, segundo o presidente da Abdan (Associação Brasileira para o Desenvolvimento De Atividades Nucleares), Carlos Cunha. Com as obras paralisadas desde 2015, a usina custa R$ 1 bilhão por ano à União e é um dos principais impasses a serem resolvidos pelo Ministério de Minas e Energia.

Âmbar Energia e o futuro da usina

Em outubro de 2025, a Âmbar Energia adquiriu a totalidade da participação da Eletrobras na Eletronuclear, estatal responsável pela operação de Angra 1, 2 e 3. No entanto, a União segue como controladora da Eletronuclear por meio da ENBPar.

O CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) recebeu prazo de 240 dias do TCU para decidir sobre a retomada ou conclusão das obras. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, pretende apresentar uma solução para o impasse ainda em 2026.