Insurgentes em Mali realizaram ataques em pelo menos cinco localidades na madrugada de sábado, incluindo uma prisão na cidade de Kenieroba, conforme comunicado do exército. Os confrontos ocorreram mais de dois meses após a morte do ministro da Defesa do país.

Detalhes dos ataques em várias localidades

Os ataques foram registrados em Gao, Anefis, Sevare e na prisão de Kenieroba, além de uma cidade ao norte, onde estão baseados combatentes do governo e da Rússia, e outra ao sul da capital, Bamako. As hostilidades tiveram início por volta das 4h da manhã (04:00 GMT), conforme informou o exército.

Os insurgentes, que incluem jihadistas e aliados separatistas tuaregues, têm intensificado suas ações na região. Mohamed Elmaouloud Ramadane, porta-voz do Movimento de Libertação de Azawad (FLA), afirmou à AFP que “várias posições caíram, mas o combate ainda está em andamento dentro da cidade” de Anefis.

Um residente de Anefis relatou que “grupos armados estão na cidade, mas o exército ainda está resistindo. O acampamento [local] ainda não caiu.”

Impacto sobre a presença militar e a segurança local

Anefis e Aguelhok são as últimas localidades onde o exército do Mali mantém presença na região de Kidal, após grandes ataques ocorridos em 25 e 26 de abril, que resultaram na queda da cidade estratégica de Kidal para os combatentes do FLA.

Em Gao, moradores informaram à AFP sobre disparos e “explosões altas” próximas a um acampamento militar. Na cidade central de Sevare, “explosões foram ouvidas... por volta das 5h, embora sua origem ainda não seja conhecida. Logo depois, várias aeronaves foram avistadas sobrevoando a área”, relatou uma fonte de segurança.

O complexo prisional de Kenieroba, que abriga jihadistas, entre outros presos, e está localizado a algumas dezenas de quilômetros da capital, também foi alvo de ataque. “Estamos debaixo das nossas camas, o tiroteio continua”, declarou um prisioneiro à AFP.

Esses eventos refletem a crescente instabilidade no Mali, que já enfrenta uma crise de segurança prolongada e uma série de ataques que têm afetado a população civil e a capacidade do governo de manter a ordem.