Os Guardiões da Revolução do Irã (IRGC) emitiram um alerta sobre qualquer travessia no Estreito de Ormuz sem a devida autorização, afirmando que as embarcações que não cumprirem a norma "serão tratadas" e criticando uma nova rota anunciada por "certas autoridades".
O estreito é uma rota vital para o transporte de energia, que foi efetivamente bloqueada pelo Irã durante o conflito de mais de 100 dias entre os Estados Unidos e o Irã. Este tema tem sido um ponto crucial nas negociações entre os dois países.
Rota autorizada e novas regras
Teerã anunciou planos para impor o que chama de taxas de serviços marítimos no futuro, em vez de pedágios, enquanto os Estados Unidos argumentam que, sendo uma via internacional, a passagem deveria ser isenta de cobranças.
“A única rota autorizada para a passagem pelo Estreito de Ormuz é a que foi anunciada pela República Islâmica do Irã”, afirmaram os Guardiões da Revolução em comunicado na quinta-feira. Qualquer travessia não autorizada é considerada "inaceitável e extremamente perigosa".
A advertência ocorreu após um petroleiro liberiano, o Stoic Warrior, ter navegado pelo estreito na quinta-feira, utilizando um percurso próximo à costa de Omã. O navio, que pretendia transitar pelo Estreito de Ormuz, iniciou sua viagem pela manhã, contornando a costa dos Emirados Árabes Unidos e depois de Omã.
Controle do Estreito e negociações
O correspondente da Al Jazeera, Resul Serdar, relatou que os Guardiões estão frustrados com a nova rota, que, segundo ele, contorna o controle do IRGC sobre o estreito, uma alavanca significativa para o Irã pressionar seus adversários e a economia global desde o início do conflito.
O Estreito de Ormuz é uma passagem estreita entre o Irã e Omã, pela qual transita cerca de 20% do petróleo bruto e gás natural liquefeito mundial. Atualmente, a única rota autorizada pelo Irã segue um corredor que acompanha sua costa.
Na semana passada, foi assinado um Memorando de Entendimento entre Teerã e Washington para prorrogar um cessar-fogo, permitindo que navios comerciais transitem pelo estreito sem custo pelos próximos 60 dias. No entanto, após esse período, as condições permanecem incertas.
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