Joyce Alane, uma das promessas da nova cena musical brasileira, compartilhou suas reflexões sobre as expectativas em torno da música nacional. Durante sua participação no Rock in Rio Lisboa, a artista recifense de 28 anos falou sobre a pressão para que surjam 'novos Gils, Chicos, Bethânias e Caetanos'.

Em entrevista ao g1, Joyce afirmou que essa cobrança é infundada, pois "não vai ter novos Chico, novos Caetanos, novas Bethânias, porque eles foram eles. E quem tá chegando é para fazer sua estrada". Para a cantora, cada artista tem a missão de traçar seu próprio caminho e contar sua história.

Joyce, que ganhou notoriedade em 2021 com a canção "Leão", expressou sua empolgação por se apresentar pela primeira vez no Rock in Rio, um sonho que parecia distante há alguns anos. "Para mim é maravilhoso", comemorou, refletindo sobre sua trajetória nos últimos cinco anos.

Além de suas apresentações, Joyce aproveitou sua passagem por Lisboa para buscar novas inspirações. "Acho que tudo aquilo que é novo para gente, inspira. Conhecer culturas novas, lugares novos, tudo isso me inspira demais", comentou. A artista também teve a oportunidade de se encontrar com a cantora portuguesa Carminho, o que considerou um grande momento.

Ao abordar a percepção de que a música atual não é tão boa quanto a do passado, Joyce trouxe um novo olhar. "As pessoas que falam que não existe mais música boa como antigamente não se abriram para essas oportunidades, porque tem muito artista bom". Para ela, a diversidade de talentos na música brasileira é vasta, e cada um busca expressar sua própria identidade e história.