Um estudo realizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) revelou que, no primeiro trimestre de 2026, dos 32,9 milhões de jovens entre 14 e 24 anos, 13,9 milhões estavam inseridos no mercado de trabalho. No entanto, 6,2 milhões fazem parte do grupo denominado ‘nem-nem’, ou seja, estão fora da escola e do trabalho.
Os dados foram extraídos do Diagnóstico da Juventude Brasileira, que cruzou informações das bases do IBGE/PNAD Contínua, MTE/RAIS e eSocial. Apesar do número expressivo de jovens ocupados, mais da metade (52%) dos adolescentes que trabalham permanece em seus empregos por menos de um ano.
Desafios e Oportunidades
Atualmente, 12,8 milhões de jovens estão apenas estudando, 9,6 milhões estão apenas trabalhando e 4,3 milhões conciliam estudo e emprego. A subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho do MTE, Paula Montagner, destacou a importância de reintegrar os jovens à educação. “Nosso primeiro esforço é trazer essas pessoas de volta para a escola, eventualmente trabalhando, se necessário, para garantir a remuneração”, afirmou.
A taxa de desemprego entre os jovens de 14 a 17 anos é de 25,1%, enquanto para aqueles de 18 a 24 anos, a taxa é de 13,8%, números que ainda estão acima da média nacional de 5,8%. Apesar da queda do desemprego jovem desde 2021, o acesso ao mercado de trabalho continua desafiador.
Perfil dos Jovens Empregados
A formalização dos empregos entre os jovens alcançou 57,8%, com 8 milhões de vínculos formais. Os principais setores que empregam jovens estão concentrados em funções de comércio e serviços, onde a remuneração é geralmente próxima ao salário mínimo. As ocupações mais comuns incluem balconistas e vendedores, seguidos por escriturários gerais e auxiliares de construção.
O desafio permanece: garantir que os jovens alcancem não apenas um emprego, mas uma carreira sustentável e bem remunerada, que lhes permita crescer e se desenvolver no mercado de trabalho.
Comentários (0)
Entre ou cadastre-se para comentar.