A NASA está implementando planos para a construção de uma base lunar, com um investimento estimado em US$ 30 bilhões. A agência espacial está desenvolvendo uma estratégia que inclui o envio de módulos de pouso, veículos exploradores e outros equipamentos para a superfície da Lua.
Recentemente, a NASA informou que desembolsará cerca de 590 milhões de dólares para três empresas — Astrobotic, Firefly e Intuitive Machines — que realizarão quatro missões para levar instrumentos científicos e outras cargas à Lua. A Astrobotic foi a única a receber duas dessas missões.
Além disso, a agência está considerando a reutilização de um veículo explorador de Marte, denominado Promise, para operações lunares.
Objetivos da primeira fase da missão lunar
Essas iniciativas fazem parte de um esforço mais amplo para utilizar veículos robóticos na construção de uma infraestrutura que será fundamental para futuros exploradores humanos na Lua. Os acordos anunciados recentemente integram a chamada “Fase 1” do projeto lunar, que, segundo Carlos García-Galán, executivo do programa da NASA, busca estabelecer um assentamento permanente onde astronautas possam viver e trabalhar. Esta fase inicial deve se estender até 2028, com um custo aproximado de US$ 10 bilhões.
A NASA já havia anunciado outros acordos na mesma linha no mês anterior, incluindo a reclassificação de três missões previamente contratadas, agora focadas em “Bases Lunares”. Em maio, foram concedidos contratos adicionais que somam mais de US$ 1 bilhão, voltados para a construção de veículos que circularão na superfície da Lua e para o envio de drones com a finalidade de mapear a localização da base lunar, que pode estar em operação já em 2028.
Desafios enfrentados pela NASA
Apesar dos avanços, a NASA enfrenta desafios significativos. A Blue Origin, empresa fundada por Jeff Bezos, planejava entregar um protótipo de seu módulo de pouso robótico, o Blue Moon, ao polo sul lunar ainda este ano. Essa região é considerada estratégica devido à suspeita de existir gelo de água, que pode ser transformado em combustível ou água potável.
No entanto, a Blue Origin sofreu um revés em maio, quando um de seus foguetes New Glenn explodiu na plataforma de lançamento, danificando infraestrutura essencial, cujo reparo levará meses. A NASA está avaliando alternativas caso o cronograma da Blue Origin não seja cumprido.
O administrador da NASA, Jared Isaacman, afirmou que a agência não pretende esperar passivamente por soluções, destacando a importância de uma colaboração ativa com parceiros do setor privado. “Não vamos ficar de braços cruzados esperando pelas capacidades necessárias para atingir os objetivos mais urgentes da nação”, afirmou Isaacman.
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