Cursos técnicos integram teoria e experiência aplicada para preparar jovens para as demandas do mercado de trabalho Marco Flávio Por muito tempo, o roteiro parecia fixo: terminar o ensino médio, passar no vestibular, entrar na faculdade. Quem seguia outro caminho precisava se explicar. Mas os números mostram que esse roteiro está sendo reescrito, e não por poucos.

Entre 2021 e 2025, as matrículas em educação profissional e tecnológica no Brasil saltaram de cerca de 1,9 milhão para mais de 3,1 milhões de alunos, segundo o Censo Escolar 2025, divulgado pelo Ministério da Educação e pelo Inep. O maior crescimento em cinco anos da série histórica. Algo mudou e vale entender o quê.

Um em cada cinco alunos já escolheu esse caminho Não se trata de uma tendência isolada. Hoje, um em cada cinco estudantes (20,1%) do ensino médio regular da rede pública já está matriculado em alguma modalidade de educação técnica, segundo o Censo Escolar 2025. Antes da pandemia, essa proporção era de cerca de 10%.

Para a Leonardo Monteiro, gerente de Ensino Médio da Fundação Bradesco, esse crescimento reflete uma mudança mais profunda na forma como jovens e famílias enxergam a educação profissional. “Os adolescentes de hoje não estão necessariamente fugindo da universidade, eles estão escolhendo um trajeto diferente. Querem uma profissão de nível médio com competências aplicáveis, não abstratas.

Reforçamos que o ensino médio técnico é a porta de entrada, não de saída”.