O pai de Thiago Cristiano Boch, acusado de aplicar o chamado 'golpe do amor' contra uma mulher em Franca (SP), revelou em áudios que tentou ajudar o filho diversas vezes, mas enfrenta também as consequências dos crimes atribuídos a ele. As mensagens foram enviadas a uma das vítimas após ela denunciar Thiago à polícia, que alega ter sido enganada em um relacionamento e sofrido um prejuízo de R$ 15 mil.
Em uma das gravações, o pai expressa sua tristeza em relação ao comportamento do filho, afirmando: “Já fez muita coisa errada. Eu não sei que nome ele deu para você […], mas ele usa nome e documento falso.” O relato inclui menções a internações em clínicas de reabilitação e a desconfiança crescente entre os familiares devido ao sofrimento causado.
Histórico de golpes e investigações
Thiago é investigado por enganar mulheres em diversos estados, prometendo relacionamentos para obter vantagens financeiras ou patrimoniais. O delegado Davi Abimael, que conduz o caso em Franca, informou que o suspeito responde a processos em pelo menos quatro estados, embora a maioria tenha sido arquivada. Até o momento, não foi possível localizar a defesa do investigado.
A mulher que denunciou Thiago contou que, durante uma viagem ao Paraná, ele a levou à casa de seu sogro sob a justificativa de que teria dinheiro a receber pela venda de uma casa. Após descobrir a verdadeira identidade do namorado, o sogro expressou preocupação, temendo que o carro usado por Thiago pertencesse à namorada. O veículo, que estava alugado em nome da vítima, foi recuperado somente após um plano elaborado por ela.
Impacto na vida familiar
O pai de Thiago afirmou que a família já tentou ajudar o suspeito, mas sem sucesso. “Nossos parentes, ninguém confia nele. Todo mundo tentou ajudar ele e não deu certo”, disse. Ele também mencionou que a mãe de Thiago, que reside em Foz do Iguaçu, no Paraná, tem pouco contato com o filho e que este já causou problemas a parentes que tentaram se aproximar.
De acordo com o pai, o envolvimento de Thiago com drogas começou na adolescência, após ele se mudar para a casa da mãe. Desde então, a família enfrentou dificuldades recorrentes, incluindo internações em clínicas de dependência química. “Internei ele duas, três vezes em clínica de dependente de droga. E ele fugia”, afirmou.
Além disso, o pai relatou que a situação gerou danos físicos à casa da família, incluindo uma invasão que resultou na destruição de móveis e eletrodomésticos. “Entraram aqui nessa casa, quebraram tudo. Todos os móveis, todas as portas, geladeira, televisão, quebraram tudo por causa dele”, declarou, ressaltando o impacto negativo que as ações do filho tiveram na vida familiar.
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