Dirigentes do PDT (Partido Democrático Trabalhista) divulgaram, na sexta-feira (3 de julho de 2026), um manifesto solicitando um espaço na chapa do pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT-SP). O ex-ministro da Fazenda busca apoio para sua candidatura nas eleições estaduais.

No documento, que conta com 46 assinaturas, o PDT reafirma seu compromisso com a “construção da frente democrática paulista” e destaca a importância de que a primeira suplência de uma das candidaturas ao Senado seja ocupada por um membro do partido.

O manifesto argumenta: “O PDT teve candidatura própria na última eleição presidencial e ao governo de São Paulo. Possui história, programa, militância, presença territorial e contribuição concreta a oferecer. [...] Nesse sentido, a ocupação da primeira suplência em uma das candidaturas da chapa ao Senado representa um gesto importante de reconhecimento da presença do PDT nessa construção”.

O nome de Antonio Neto, vice-presidente estadual do PDT em São Paulo, é mencionado como o candidato preferido pela sigla para a suplência.

Composição da chapa de Haddad

A chapa liderada por Fernando Haddad é composta por Márcio França (PSB-SP) como vice-governador, além de Marina Silva (Rede-SP) e Simone Tebet (PSB-SP), que são pré-candidatas ao Senado. As escolhas foram feitas após uma reunião no Palácio do Planalto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) em 24 de junho, pouco antes da partida do Brasil contra a Escócia na Copa do Mundo de 2026.

Relevância do manifesto

O pedido do PDT reflete uma busca por reconhecimento e inclusão em um cenário político onde a colaboração entre diferentes partidos é essencial para fortalecer as candidaturas. A solicitação de um espaço na chapa de Haddad pode ser vista como uma tentativa de garantir que o PDT mantenha sua relevância e voz nas discussões políticas em São Paulo, especialmente após ter apresentado candidaturas próprias em eleições anteriores.