A administração Trump está se movimentando para reiniciar a opção especializada para jovens LGBTQ+ na linha de intervenção em crises 988, mas o grupo que ajudou a idealizar essa opção, o Trevor Project, pode ficar de fora.

O Trevor Project, reconhecido como uma das principais organizações sem fins lucrativos voltadas à prevenção do suicídio entre jovens LGBTQ+, pode não ser autorizado a oferecer o serviço que ajudou a desenvolver para a Lifeline 988, apenas alguns anos atrás.

A linha 988, considerada o 911 para emergências de saúde mental, é creditada por ter contribuído para a redução das taxas de suicídio entre adolescentes e jovens adultos. Ela oferece opções especializadas para grupos específicos, como veteranos e falantes de espanhol. No entanto, em julho, a administração Trump suspendeu a opção “pressione 3” para jovens LGBTQ+ com aviso prévio de um mês, alegando que o financiamento havia se esgotado.

Agora, a administração busca reverter essa decisão até o final do ano, após o Congresso ter direcionado $33 milhões para intervenções específicas voltadas à juventude LGBTQ+. Contudo, o Trevor Project pode não ser incluído no relançamento do serviço.

A Dra. Christine Yu Moutier, diretora médica da American Foundation for Suicide Prevention, afirmou que “não faria sentido” manter o Trevor Project fora da operação, destacando sua importância como um recurso confiável para a comunidade LGBTQ+.

Com a reintegração da opção “pressione 3”, a Vibrant Emotional Health, organização responsável pela administração do serviço 988, abriu inscrições para centros de crise gerenciarem o retorno dessa linha. No entanto, as inscrições estão restritas a centros que são membros ativos da rede 988, e o Trevor Project não está atualmente ativo devido à suspensão do serviço.

O CEO do Trevor Project, Jaymes Black, expressou preocupação com essa situação, afirmando que isso representa um passo perigoso em direção à degradação dos padrões clínicos para atender grupos de alto risco. A restauração da linha de ajuda ainda gera incertezas sobre sua operacionalização, especialmente em vista das políticas anti-LGBTQ+ da administração Trump.