O pré-candidato à presidência Renan Santos, do partido Missão, atribuiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a responsabilidade pelo aumento de tarifas de 25% que os Estados Unidos impuseram sobre produtos brasileiros. Santos afirmou que Lula "empurrou com a barriga" as negociações para evitar essa medida.
Durante suas declarações, Renan criticou a atuação de Flávio, chamando-a de "incompetente" e considerando "ridículo" que o senador tivesse participado de uma audiência pública realizada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) antes da decisão sobre a nova tarifa.
Contexto do tarifaço e reações
O governo de Donald Trump oficializou a cobrança de tarifas adicionais como resposta a práticas comerciais que, segundo os EUA, são prejudiciais ao comércio norte-americano. A medida começará a valer na próxima quarta-feira, 22 de julho de 2026. Santos mencionou que, se estivesse no lugar do governo brasileiro, teria buscado negociar melhor, sugerindo que o Brasil tem muito a oferecer, como terras-raras, em uma possível discussão com os EUA.
O USTR conduziu audiências nos dias 6 e 7 de julho, mas o governo Lula não enviou representantes para fazer declarações. No entanto, membros da Embaixada do Brasil estiveram presentes como observadores, e Flávio Bolsonaro participou do segundo dia da audiência.
Propostas de Flávio Bolsonaro e pesquisa de opinião
Flávio Bolsonaro solicitou a suspensão das tarifas por 180 dias, com a possibilidade de prorrogação por mais 90 dias, e a abertura de um canal formal para negociações. Em uma carta anterior ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o senador defendeu que os Estados Unidos abandonassem a taxação proposta.
Uma lista de exceções à tarifa inclui produtos como carne bovina, café, frutas, petróleo e medicamentos, enquanto itens como etanol, calçados e produtos industrializados serão afetados pela nova taxa.
Uma pesquisa realizada pela Quaest indicou que 51% da população brasileira acredita que Flávio Bolsonaro é mais responsável pelo tarifaço, enquanto 30% defendem a versão do senador. O levantamento, que entrevistou 2.004 pessoas entre 10 e 13 de julho de 2026, tem uma margem de erro de 2 pontos percentuais e um grau de confiança de 95%. O estudo foi financiado pelo Banco Genial e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral.
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