Sete trabalhadores humanitários americanos estão em quarentena em uma instalação de isolamento no Quênia, conforme novas restrições de viagem adotadas pelo governo dos Estados Unidos. Os profissionais atuavam na República Democrática do Congo (RDC) durante um surto de ebola e foram informados da necessidade de permanecer na unidade após sua chegada ao país africano, de acordo com Franklin Graham, presidente da organização Samaritan’s Purse, responsável pelo grupo.

Unidade de bioisolamento e restrições de viagem

A instalação de bioisolamento, localizada em uma base da Força Aérea do Quênia, foi criada para receber cidadãos americanos que possam ter estado expostos ao vírus ebola, seja na RDC ou em Uganda. Os sete trabalhadores são os primeiros a utilizar a unidade, que gerou forte oposição entre a população local e está envolvida em uma disputa judicial.

Com as novas regras implementadas por Washington, cidadãos americanos que retornam da RDC devem cumprir um período de 21 dias em um terceiro país antes de retornar aos Estados Unidos. Graham informou que os integrantes da equipe não apresentam sintomas da doença, mas foram isolados por determinação das autoridades quenianas.

Monitoramento e protestos

Um representante do Departamento de Estado dos EUA declarou que o grupo se deslocou voluntariamente para a instalação no Quênia para monitoramento preventivo e isolamento. Segundo uma fonte com conhecimento do caso, parte dos profissionais estava em contato direto com pacientes em centros de tratamento da Samaritan’s Purse, enquanto outros desempenhavam funções que não envolviam contato direto, como atividades de construção.

A mesma fonte revelou que existe um possível caso de exposição de alto risco e que a saúde do grupo está sob monitoramento constante. As autoridades quenianas também determinaram que os americanos não podem deixar a instalação para viajar a outras partes do país.

Além disso, o centro de quarentena tem gerado protestos, alguns dos quais resultaram em violência. Recentemente, um manifestante foi morto durante um protesto contra a instalação, o que levanta preocupações sobre a segurança e a aceitação da medida entre a população local.