A argentina Silvana Tenreyro foi anunciada como a nova economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) pela diretora-geral da instituição, Kristalina Georgieva, na terça-feira, 7 de julho. Tenreyro assumirá a posição de Conselheira Econômica e Diretora do Departamento de Pesquisa no dia 10 de agosto, sucedendo Pierre-Olivier Gourinchas.

No comunicado, Georgieva enfatizou a formação acadêmica e a experiência de Tenreyro em políticas públicas, além de seu envolvimento com instituições internacionais. A nova economista-chefe já atuou no Federal Reserve Bank de Boston e foi membra externa do Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra entre 2017 e 2023.

Experiência e formação acadêmica

Silvana Tenreyro possui nacionalidade argentina, britânica e italiana. Ela concluiu seu doutorado (Ph.D.) e mestrado (M.A.) em Economia pela Universidade de Harvard, além de ter se graduado em economia pela Universidade Nacional de Tucumán, na Argentina.

Iniciando sua carreira como economista no Federal Reserve Bank de Boston, Tenreyro também foi membra do Comitê de Política Monetária do Banco de Maurício. Atualmente, ela integra o Grupo Consultivo Externo da Diretora-Gerente do FMI, atuando como assessora em questões econômicas e financeiras para instituições públicas e privadas.

Reconhecimento e contribuições

Na sua trajetória acadêmica, Silvana Tenreyro publicou em importantes periódicos de economia ao redor do mundo e foi laureada com diversos prêmios, como o Prêmio Yrjö Jahnsson, o Prêmio Bernhard Harms e o Prêmio Birgit Grodal. Ela é membro da Academia Britânica, da Sociedade de Econometria e da Royal Economic Society, além de ter sido eleita Membra Honorária Estrangeira da American Economic Association. Tenreyro também exerceu a presidência da European Economic Association.

A nomeação de Tenreyro ocorre em um momento de grande transformação e incerteza na economia global. Kristalina Georgieva destacou que a combinação da liderança intelectual e da experiência política da nova economista-chefe será crucial para assegurar que a análise do FMI, a vigilância multilateral e o aconselhamento político continuem a ser relevantes e eficazes em apoio aos países membros.