O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (11.jul.2026) que possui “1.000 mísseis guardados e carregados” para retaliar o Irã, caso sofra uma tentativa de assassinato por parte do regime iraniano.

Em suas redes sociais, Trump afirmou que as ordens já foram dadas às Forças Armadas, que estão preparadas para “dizimar e destruir completamente todas as áreas do Irã”.

“Mil mísseis estão prontos para disparo e apontados para a República Islâmica do Irã, com milhares de outros prontos para serem lançados imediatamente em seguida, caso o governo iraniano cumpra a ameaça, feita em muitos cantos do mundo, de assassinar ou tentar assassinar o presidente em exercício dos Estados Unidos da América, neste caso, eu”, escreveu o presidente na plataforma Truth Social.

No mesmo dia, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, declarou que a “vingança” pela morte do aiatolá Ali Khamenei, ocorrida em 28 de fevereiro, é “o que nossa nação está exigindo” e que “deve definitivamente ser feita”. A mensagem foi divulgada nas redes sociais poucos dias após o funeral do líder religioso.

“Nós nos comprometemos a vingar o seu sangue puro e o sangue de todos os mártires destas duas [recentes] guerras, tomando vingança contra os assassinos criminosos e desonrosos. Esta vingança é o que a nossa nação está exigindo, e isso deve definitivamente ser feito”, declarou Khamenei.

As cerimônias fúnebres de Khamenei foram concluídas na quinta-feira (9.jul), após quatro dias de eventos, mais de quatro meses após sua morte. Durante as cerimônias, manifestantes exibiram cartazes exigindo a morte de Trump.

Na mesma quinta-feira, o jornal norte-americano Wall Street Journal publicou uma reportagem informando que a inteligência israelense alertou os Estados Unidos sobre um suposto plano do Irã para assassinar o presidente Trump. A publicação não especificou a data em que este plano teria sido elaborado.

Segundo o jornal, a iniciativa estaria relacionada a uma retaliação prometida pelo Irã após o assassinato do general Qassem Suleimani, em 3 de janeiro de 2020, durante o primeiro mandato de Trump.