O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou em contato com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para discutir a expulsão do atacante Folarin Balogun durante a partida contra a Bósnia e Herzegovina, realizada na última quarta-feira (1). A conversa ocorreu em meio à preparação para as oitavas de final da Copa do Mundo, onde os EUA enfrentarão a Bélgica na próxima segunda-feira (5), às 21h (horário de Brasília).
De acordo com uma autoridade dos EUA, Trump buscou entender os motivos da punição imposta ao jogador, que inicialmente o deixaria fora do importante confronto. A fonte revelou que o governo americano apresentou evidências adicionais que foram consideradas no processo de apelação, que é conduzido por um conselho independente.
Revisão do cartão vermelho e a decisão da Fifa
O cartão vermelho foi mostrado ao atacante Folarin Balogun pelo árbitro Raphael Claus, que decidiu expulsá-lo após revisar um lance no VAR, onde Balogun pisou no tornozelo de Muharemovic. Após a revisão, a Fifa reavaliou a situação e, em uma decisão que foi considerada um alívio para a seleção americana, revogou a expulsão, permitindo que o jogador participasse do próximo jogo.
Trump expressou sua gratidão à Fifa, afirmando nas redes sociais: "Obrigado à FIFA por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça!". O técnico da seleção dos EUA, Mauricio Pochettino, também comentou a decisão durante uma coletiva de imprensa, afirmando que a equipe já havia sido punida o suficiente durante a partida contra a Bósnia-Herzegovina. Ele acredita que a maioria das pessoas concordaria que a expulsão foi injusta.
Controvérsia e reações da Federação Belga
A revogação do cartão vermelho gerou descontentamento na Federação Belga de Futebol, que emitiu um comunicado expressando surpresa com a decisão. A entidade argumenta que o Artigo 66.4 do Código Disciplinar da Fifa estabelece que uma expulsão resulta automaticamente em suspensão para o próximo jogo, e ressalta que essa regra foi reafirmada pela Fifa em circulares e reuniões oficiais antes do torneio.
Além disso, a federação belga destacou que a liberação de Balogun contraria o Artigo 10.5 do Regulamento da Copa do Mundo de 2026, que também prevê penalidades automáticas para cartões vermelhos. Em defesa dos princípios de "fair play", a entidade afirmou que está considerando todas as opções possíveis para contestar a decisão.
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