Um grupo de aproximadamente 100 voluntários na Escócia tem se dedicado à coleta manual de sementes, resultando na plantação de quase 8 milhões de árvores nativas, essenciais para a recuperação de áreas da floresta atlântica, que vem sofrendo com a degradação ao longo dos anos.

Os voluntários, que incluem aposentados, profissionais de diversas áreas e famílias, dedicaram milhares de horas em florestas remotas das Terras Altas e ilhas ocidentais, em busca de árvores que produzem sementes. Com o auxílio de mapas elaborados pela NatureScot e pela Scottish Forestry, eles identificaram locais de florestas antigas, muitas vezes em condições desafiadoras.

As espécies coletadas são representativas da flora que colonizou a Escócia após a última era glacial, incluindo a avelã, carvalho sessile, bétula anã, salgueiro, zimbro, bétula, cerejeira silvestre, ulmeiro, teixo e sabugueiro. Segundo os ecologistas, essas árvores possuem uma resiliência genética que as permite sobreviver em microclimas específicos ao longo da costa atlântica da Escócia, uma vantagem que árvores não nativas não têm, especialmente em um contexto de mudanças climáticas.

Atualmente, apenas 30.000 hectares da floresta atlântica original permanecem, um habitat temperado raro que se adaptou ao ambiente úmido costeiro do Reino Unido. As sementes coletadas são cuidadosamente avaliadas e tratadas pela organização de rewilding Trees for Life, que as replanta nas zonas apropriadas.

Sheena Macaulay, voluntária e bióloga, enfatiza a importância da regeneração para as futuras gerações. Sob a coordenação de Roz Birch, os grupos de voluntários também recebem ensinamentos sobre a ecologia local durante suas atividades.

Este projeto, inicialmente pensado para durar um ano, já recebeu financiamento para seu quarto ano consecutivo, apoiado por uma coalizão de doadores, incluindo a Postcode Lottery e a Woodland Trust Scotland.