O conselho de administração da Uber Technologies foi alvo de um processo nesta segunda-feira (22), movido por acionistas que acusam a empresa de negligenciar normas de conformidade. De acordo com os investidores, essa falha resultou em milhares de ações judiciais de vítimas de agressão sexual e assédio.

A ação foi protocolada em um tribunal federal em San Francisco, Estados Unidos, e é liderada pelo Sistema de Aposentadoria da Polícia e dos Bombeiros da Cidade de Detroit. Os acionistas alegam que os membros do conselho ignoraram alertas internos e externos sobre a ineficácia da empresa em lidar com casos de abuso sexual cometidos por motoristas.

Denúncias e consequências legais

Além das ações movidas por vítimas, os acionistas também afirmam que a falta de supervisão da empresa contribuiu para ações judiciais do governo federal, que acusou a Uber de discriminar passageiros com deficiência, incluindo aqueles que utilizam animais de assistência ou cadeiras de rodas dobráveis. A empresa também é acusada de adotar práticas enganosas de cobrança e cancelamento.

A ação judicial destaca que a Uber se tornou uma