Aldo Rebelo, que foi expulso e posteriormente reintegrado ao partido Democracia Cristã (DC), reafirma sua condição de pré-candidato à Presidência da República. Durante uma agenda realizada em Porto Alegre na quarta-feira (15), ele afirmou que a definição sobre a candidatura oficial do partido está sendo discutida na Justiça.
O afastamento temporário de Rebelo ocorreu após ele questionar publicamente a decisão do partido de substituí-lo pelo ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa na corrida presidencial. Em junho, a Justiça do Distrito Federal suspendeu a expulsão sumária de Rebelo.
Decisão Judicial e Pré-Campanha
“A situação está judicializada. Fui convidado para ser pré-candidato e, depois, o presidente do partido, João Caldas, convidou o ministro Joaquim Barbosa achando que o meu desempenho era frágil nas pesquisas. E de fato era, mas como todos os outros. Tem uma pesquisa hoje, Joaquim Barbosa aparece lá com 1%. Os outros com 2%, 3%. Ou seja, a eleição está polarizada”, declarou Rebelo.
Uma pesquisa da Quaest, divulgada na mesma data, aponta que o presidente Lula (PT) lidera com 40% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo lugar com 28%.
Expectativas para o DC
Rebelo expressou o desejo de que a definição sobre o candidato do DC ao Palácio do Planalto ocorra apenas na convenção partidária, que deve acontecer entre 20 de julho e 5 de agosto, mas cuja data ainda não foi estipulada.
“Na Justiça, ganhei o direito de ir para a convenção e continuo fazendo a minha pré-campanha. Fui ao Amapá, ao interior de São Paulo, ao Pará, à Rondônia, ao Acre, ao Amapá, à Roraima e hoje estou aqui”, afirmou.
O político também levantou questionamentos sobre a disposição de Joaquim Barbosa em se candidatar. Barbosa, que foi ministro do STF entre 2003 e 2014, foi cogitado para a disputa em 2018, mas acabou desistindo. “Ele (o presidente do DC, João Caldas) convidou o Joaquim Barbosa, que não confirmou até hoje. Pelo contrário, está no noticiário que teria desistido”, completou Rebelo.
Por fim, Rebelo criticou a polarização atual na política brasileira, afirmando que “é inaceitável. É a interdição política. É uma divisão artificial entre esquerda e direita”. Ele esteve no Rio Grande do Sul para ser o palestrante do evento
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