Aldo Rebelo, que foi expulso e reintegrado ao partido Democracia Cristã (DC), mantém sua posição como pré-candidato à Presidência da República. Em agenda realizada em Porto Alegre nesta quarta-feira (15), ele destacou que a definição sobre qual nome representará a legenda nas eleições de outubro encontra-se judicializada.
Contexto da expulsão e reintegração
O afastamento temporário de Rebelo ocorreu após ele questionar publicamente a decisão do partido de substituí-lo pelo ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa na corrida presidencial. Em junho, a Justiça do Distrito Federal decidiu suspender a expulsão sumária, permitindo que Rebelo continuasse sua trajetória política dentro do DC.
Desempenho nas pesquisas e polarização eleitoral
Em sua fala, Rebelo afirmou que a situação está judicializada e lembrou que foi convidado para ser pré-candidato antes da mudança de estratégia do partido. “O presidente do partido, João Caldas, convidou o ministro Joaquim Barbosa acreditando que meu desempenho nas pesquisas era frágil. E de fato era, mas como todos os outros. Joaquim Barbosa aparece hoje com 1% nas pesquisas, enquanto outros candidatos têm entre 2% e 3%”, observou.
Uma pesquisa da Quaest, divulgada na mesma data, revelou que o atual presidente Lula (PT) lidera com 40% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) segue com 28%.
Rebelo expressou sua intenção de que a escolha do candidato do DC para o Palácio do Planalto ocorra exclusivamente na convenção partidária. Embora a data dessa convenção ainda não tenha sido definida, ela deve acontecer entre 20 de julho e 5 de agosto.
“Na Justiça, ganhei o direito de ir para a convenção e continuo fazendo a minha pré-campanha. Fui ao Amapá, ao interior de São Paulo, ao Pará, a Rondônia, ao Acre, ao Amapá, a Roraima e hoje estou aqui”, afirmou o político, reafirmando seu compromisso com a candidatura.
Rebelo também questionou a disposição de Joaquim Barbosa em se candidatar, lembrando que o ex-ministro, que fez parte do STF entre 2003 e 2014, já havia sido cogitado para a disputa em 2018, mas acabou desistindo. “Ele (João Caldas) convidou Joaquim Barbosa, que não confirmou até hoje. Pelo contrário, está no noticiário que teria desistido”, destacou.
O político criticou a polarização atual no cenário político brasileiro, descrevendo-a como “inaceitável” e uma “divisão artificial entre esquerda e direita”.
Rebelo esteve no Rio Grande do Sul como palestrante do evento Tá Na Mesa, promovido pela Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul).
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