Pré-candidata a deputada federal, a vereadora de São Paulo Luna Zarattini (PT-SP) defendeu nesta 3ª feira (21.jul.2026) que o Congresso aprove a criação do Imposto sobre Grandes Fortunas. Em entrevista ao Poder360 , ela também afirmou que é preciso apresentar na Câmara mudanças estruturantes, como uma reforma política. “A gente precisa avançar na taxação das grandes fortunas, na justiça tributária, em cobrar do andar de cima para que a gente tenha mais orçamento para fazer as políticas sociais, políticas públicas que a gente precisa.
Precisamos de uma reforma política para que o Congresso represente, de fato, a maioria da população brasileira. Temos subparticipação de mulheres, de pessoas negras, da população LGBTQIA+, da população indígena quilombola” , declarou. Assista à íntegra da entrevista (36min19s): A cobrança do IGF está na Constituição, mas nunca foi regulamentada.
Para isso, depende de projeto de lei complementar. Em 6 de novembro de 2025, o STF decidiu que o Congresso crie o imposto, mas não definiu um prazo para que isso seja feito, o que mantém a situação atual. Ao ser questionada sobre a defesa do coordenador do programa de governo da campanha de Lula, Sergio Gabrielli, para ampliar a tributação sobre rendas financeiras a pretexto de reduzir as desigualdades, Luna endossou a discussão sobre justiça tributária.
“A gente vai precisar, sim, discutir mecanismos de justiça tributária. Isso existe em vários países na Europa, em várias potências. A gente tem vários exemplos sobre isso e nós precisamos também avançar no Brasil” , disse.
Leia também: Aliada de Lula lidera ação para renovar bancada e pressionar Congresso CRÍTICAS AO LEGISLATIVO Luna também integra a coordenação de campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a vereadora paulistana, há entraves no Legislativo a políticas formuladas pelo governo e que o Congresso “tem virado as costas para o povo” . “Tanto é que o Congresso hoje leva o nome de Congresso inimigo do povo, por tentar barrar grandes avanços para a classe trabalhadora, como o fim da escala 6 X 1, a taxação das grandes fortunas, e impedir programas e projetos levados pelo governo” , declarou.
Para Luna, é necessário pressionar o Congresso para haver mudanças. “Justamente porque, hoje, o Congresso Nacional, a Câmara dos Deputados e o Senado, representam um muro, representam um impedimento do avanço das políticas feitas pelo governo Lula” , afirmou. REBATE MERCADO FINANCEIRO A pré-candidata a deputada federal também rebateu agentes financeiros por apontarem dificuldades do governo Lula em fazer um ajuste fiscal pelo lado das despesas.
“Não se justificam essas críticas que o mercado muitas vezes faz, o mercado financeiro ou as elites financeiras, porque o Brasil tem se desenvolvido como uma potência econômica, uma potência geopolítica no mundo. Isso tudo sob a liderança do nosso presidente Lula, que é um dos grandes líderes mundiais e que tem sido reconhecido no mundo inteiro” , declarou.
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