O técnico Carlo Ancelotti expressou sua decepção após a derrota do Brasil por 2 a 1 para a Noruega, ocorrida no domingo (5), em Nova Jersey, que resultou na eliminação da seleção brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo. Com essa derrota, o Brasil registrou sua pior campanha no torneio desde 1990.
Ancelotti ressaltou que, apesar do resultado negativo, a experiência foi significativa e elogiou o desempenho dos jogadores. "Estamos muito tristes pelo resultado, mas [a Copa] foi uma experiência bonita, com um bom grupo. Quero agradecer aos jogadores, que trabalharam bem, criaram um bom ambiente. Mas no esporte, nem tudo sai perfeito. Acho que [pelo] esforço de hoje não merecia perder, mas temos de reconhecer, também, que a equipe rival tem, como já disse, jogadores muito bons e que fizeram a diferença", afirmou o treinador em coletiva de imprensa.
Durante o jogo, o Brasil teve a oportunidade de abrir o placar, mas perdeu um pênalti logo no início da partida, com o volante Bruno Guimarães. Apesar de ter criado chances, a seleção não conseguiu concretizar em gols e acabou dominada pela posse de bola, com a Noruega trocando quase o dobro de passes (581 a 291) em relação ao Brasil.
Estratégia e controle do jogo
Ancelotti comentou sobre a estratégia utilizada durante a partida, destacando que o jogo parecia sob controle em certos momentos. "O jogo de hoje me parecia controlado. Tivemos oportunidades. Era complicado fazer uma pressão alta porque, na Noruega, o [meia Martin] Odegaard recuava muito, então era um risco para deixar o Haaland no um contra um", explicou.
"Eles tentaram manter a intensidade do jogo com a posse da bola. Nós, durante 70 minutos, tivemos o jogo sob controle. Mas o Haaland acabou decidindo", completou o técnico.
Sobre a escolha de Bruno Guimarães para a cobrança do pênalti, Ancelotti explicou que a decisão foi baseada em estatísticas. "Fizemos uma estatística de um ano, dos [jogadores] rivais e dos nossos. O melhor [em cobranças de pênalti] era Neymar. Daí [os também atacantes] Igor Thiago, Raphinha e depois o Bruno Guimarães. Pensamos no que era melhor em campo", justificou.
Perspectivas para o futuro
Com contrato até 2030, renovado antes do torneio, Ancelotti já está de olho no próximo Mundial, que será realizado em Portugal, Espanha e Marrocos.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ainda não confirmou, mas a federação da Austrália anunciou dois amistosos contra a seleção brasileira para os dias 25 e 29 de setembro, nas cidades de Townsville e Brisbane.
"Agora temos que manejar a tristeza e depois pensar no que pode ser o futuro desta seleção, que tem um grupo sólido de jovens e jogadores mais experientes. Quando passamos por um momento assim, temos de pensar que uma derrota é também um começo. Temos de seguir melhorando. Não é o fim. É o início de um novo ciclo", concluiu Ancelotti.
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