Drones da Ucrânia realizaram um ataque a terminais de petróleo localizados no Mar Báltico, nas proximidades de São Petersburgo, conforme informações divulgadas pelo governador local, Alexander Beglov. O ataque ocorreu no último sábado, 4 de julho de 2026.
Beglov descreveu o evento como um grande ataque de drones, mas afirmou que não houve registro de vítimas. O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy confirmou a responsabilidade pela ação, destacando que o objetivo era desestabilizar as receitas energéticas da Rússia em meio à guerra em curso.
Objetivo estratégico do ataque
Zelenskyy explicou em suas redes sociais que as forças de defesa da Ucrânia atingiram a infraestrutura portuária de petróleo, que é uma fonte de receita para o esforço bélico da Rússia. Além disso, o ataque também atingiu Kronstadt, um alvo militar significativo localizado a mais de 850 km da fronteira ucraniana.
Este ataque ocorre semanas após um ataque anterior em São Petersburgo, que coincidiu com a abertura de uma conferência econômica anual onde o presidente russo, Vladimir Putin, estava presente. A ação demonstra uma intensificação das operações da Ucrânia contra alvos estratégicos em território russo.
Repercussões e defesas russas
Alexander Drozdenko, governador da região de Leningrado, que circunda a cidade federal de São Petersburgo, também relatou que drones ucranianos atingiram o porto de Vysotsk, cerca de 170 km a noroeste da cidade. Este porto é responsável pelo manejo de petróleo, grãos, carvão e gás natural liquefeito. Drozdenko informou que 72 drones foram abatidos sobre a região de Leningrado durante a operação.
O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que 389 drones de combate ucranianos foram interceptados durante a noite em várias partes do país, ressaltando a magnitude da resposta russa aos ataques. Além disso, a emissora pública da Finlândia, Yle, noticiou que o país impôs restrições temporárias à aviação e à navegação na parte oriental do Golfo da Finlândia em decorrência dos ataques de drones ucranianos.
Avanços russos na Ucrânia
Em meio a esses ataques, a Rússia anunciou que suas forças haviam tomado controle da cidade de Kostiantynivka, na região de Donetsk, um alvo estratégico na guerra. Putin classificou essa conquista como um feito estratégico, enfatizando a importância da cidade como um centro de transporte e industrial na região do Donbas.
O chefe do Estado-Maior, Valery Gerasimov, descreveu a ofensiva como parte de um esforço mais amplo para garantir o controle total de Donetsk. Até o momento, a Ucrânia não se manifestou publicamente sobre a reivindicação do controle de Kostiantynivka.
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