A Polícia Federal investiga o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, por suspeitas de desvio de R$ 119 milhões em emendas parlamentares. Na última sexta-feira (10), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu suspender essas emendas, que teriam sido indicadas de forma irregular pelo ex-deputado federal, conforme apurações da PF.

Valdemar Costa Neto enfrenta acusações de desvio de dinheiro e associação criminosa, com a investigação revelando que ele, apesar de não ter mandato, estaria envolvido na destinação de recursos públicos. Segundo a PF, deputados federais eram falsamente identificados como “solicitantes” das emendas, o que conferia uma aparência de legalidade às indicações feitas por ele.

Emendas e bloqueio de bens

A investigação aponta que Valdemar teria indicado pelo menos 21 emendas entre junho de 2024 e março de 2026, totalizando quase R$ 120 milhões, sendo que a maioria dos valores já foi paga. A PF solicitou ao STF a suspensão dos pagamentos pendentes e o bloqueio de bens de Valdemar no mesmo montante, visando o ressarcimento dos cofres públicos, caso as irregularidades sejam confirmadas.

Na decisão, o ministro Flávio Dino enfatizou que as emendas eram direcionadas com a falsa legitimação de deputados, o que demonstra um volume significativo de indicações por uma pessoa sem mandato legislativo. Essa situação levanta questões sobre a legalidade e a ética nas práticas de destinação de emendas parlamentares.

Desdobramentos da Operação Transparência

As medidas contra Costa Neto são desdobramentos da