O mercado físico do boi gordo observou um aumento nas negociações nesta quinta-feira (16), com preços superando as referências médias anteriores. Essa elevação ocorre em um contexto onde as indústrias necessitam comprar mais gado devido à demanda crescente, enquanto a oferta está mais restrita.

Fernando Henrique Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, destaca que a situação atual das escalas de abate força os frigoríficos a adotarem estratégias de compra mais agressivas. Ele também menciona que a menor participação da China no mercado impacta a capacidade de abate das indústrias brasileiras. O esgotamento antecipado da cota chinesa deve ser considerado nas estratégias do setor pecuário para 2026.

Média da arroba do boi gordo

  • São Paulo: R$ 332,17 — ontem: R$ 330,50
  • Goiás: R$ 316,96 — ontem: R$ 316,96
  • Minas Gerais: R$ 312,35 — ontem: R$ 311,76
  • Mato Grosso do Sul: R$ 330,57 — ontem: R$ 328,64
  • Mato Grosso: R$ 316,76 — ontem: R$ 315,88

Mercado atacadista

No mercado atacadista, os preços da carne bovina se mantiveram estáveis nesta quinta-feira, refletindo um cenário que indica uma capacidade de sustentação das cotações em declínio, especialmente após a diminuição do efeito da entrada dos salários na economia.

Iglesias salienta que a carne bovina está perdendo competitividade em relação a outras proteínas, como a carne de frango, que está mostrando sinais de enfraquecimento. Esse fator pode influenciar as vendas e a dinâmica de preços no setor.

  • Quarto dianteiro: R$ 19,00 por quilo
  • Quarto traseiro: R$ 26,00 por quilo
  • Ponta de agulha: R$ 18,00 por quilo

Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia com uma alta de 0,40%, sendo negociado a R$ 5,0993 para venda e a R$ 5,0973 para compra. Ao longo do dia, a moeda americana variou entre R$ 5,0813 e R$ 5,1133.

Esses fatores têm implicações diretas no setor agropecuário, refletindo a importância de acompanhar as flutuações do mercado e as tendências econômicas para a tomada de decisões.