• Mandaram para casa É um desastre a situação da saúde pública em Goiás. Ludmila Ferreira Santos, de 41 anos, moradora de Trindade, procurou o Hospital Estadual de Trindade Walda Ferreira dos Santos (Hetrin) sofrendo com dores e um cisto ovariano. Segundo a família, o cisto tem cerca de 16 centímetros.

Ela chegou a ficar internada esperando uma solução. A cirurgia, porém, não saiu. Documento do SIGO SUS/GERINT comprova que Ludmila foi colocada pelo próprio Hetrin no sistema de regulação para internação hospitalar.

O relatório, gerado em 22 de agosto, confirma o diagnóstico de cisto ovariano. Segundo a família, mesmo depois de procurar o hospital e aguardar pelo procedimento, ela acabou mandada de volta para casa porque não havia vaga para a cirurgia. • Sentindo dor E não estamos falando de alguém que simplesmente poderia voltar para casa e esquecer o problema.

O próprio relatório médico registra que Ludmila continuava sentindo dor, principalmente do lado direito do abdômen. A família relata que as dores são fortes e que ela já precisou procurar atendimento outras vezes. Agora está novamente em casa, esperando que apareça uma vaga.

• Cirurgia não sai É esse o retrato da saúde pública de Goiás: uma mulher com um cisto que, segundo a família, chega a 16 centímetros, sentindo fortes dores, esperando por uma cirurgia que não sai. Procura o hospital, é atendida, entra na regulação e termina novamente dentro de casa esperando. Quanto tempo Ludmila ainda terá de sofrer até conseguir uma vaga?