Theo Burrell, especialista do programa Antiques Roadshow, faleceu aos 39 anos, quatro anos após ser diagnosticada com câncer cerebral. Burrell foi diagnosticada em junho de 2022 com glioblastoma, um tumor cerebral altamente agressivo que geralmente apresenta uma expectativa de vida de 12 a 18 meses.
Com experiência em cerâmica e vidro, Burrell atuava como especialista na Lyon & Turnbull, uma casa de leilões em Edimburgo, e se juntou ao programa da BBC em 2018, onde avaliava objetos trazidos pelo público.
Diagnóstico e luta contra a doença
Em uma declaração em sua conta no Instagram, a família de Burrell informou que ela faleceu pacificamente na quarta-feira, cercada por seus entes queridos. A mensagem descreveu Burrell como uma pessoa incrível que lutou com determinação por sua família e amigos, além de buscar aumentar a conscientização sobre a doença. "Ela viu eventos importantes na vida, como o primeiro dia de escola de seu filho e seu casamento, que há pouco mais de quatro anos pensávamos que ela nunca veria", diz o comunicado.
Natural de East Lothian, Burrell foi diagnosticada aos 35 anos após meses de sintomas que se agravavam. Em entrevistas, ela relatou que começou a se sentir mal no final de 2021, enfrentando dores de cabeça, náuseas e problemas de visão. O diagnóstico veio após uma visita ao pronto-socorro do Royal Infirmary, em Edimburgo, onde recebeu a notícia que a pegou de surpresa.
Ativismo e legado
Burrell se tornou uma defensora ativa na luta contra o glioblastoma, promovendo campanhas que visavam aumentar o financiamento governamental, melhorar os tempos de diagnóstico e avançar em ensaios clínicos. Em 2023, ela foi nomeada patrona da Brain Tumour Research, uma organização dedicada a encontrar cura para a doença.
Dan Knowles, diretor executivo da Brain Tumour Research, expressou seu pesar pela perda de Burrell, destacando sua determinação em fazer a diferença para outros. "Ela sempre foi muito franca sobre seu prognóstico e sabia desde o início que seu câncer era terminal, mas estava absolutamente determinada a fazer a diferença para os outros. Sua grandeza de coração sempre nos inspirou, e continuaremos nossa missão motivados por tudo o que ela nos ensinou", afirmou Knowles.
O glioblastoma é uma condição incurável, e não houve avanços significativos nos tratamentos nas últimas duas décadas. No Reino Unido, cerca de 3.200 pessoas são diagnosticadas anualmente com esse tipo de câncer, das quais aproximadamente 160 conseguem sobreviver por cinco anos ou mais.
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