WASHINGTON — A Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) divulgou na segunda-feira os nomes de oito novos integrantes que farão parte de um comitê responsável por aconselhar a agência sobre a possibilidade de permitir que farmácias de manipulação fabriquem certos peptídeos.
A maioria dos novos membros está ligada a empresas que promovem e prescrevem peptídeos, e sua análise poderá influenciar mudanças nas regras que podem beneficiá-los. Entre os novos painelistas está Bobby Harshbarger, farmacêutico e senador do estado do Tennessee, que é filho da deputada Diana Harshbarger (R-Tenn.), também farmacêutica e que já solicitou ao FDA uma flexibilização nas regulamentações sobre peptídeos.
Paul Knoepfler, professor de biologia celular e anatomia humana na Escola de Medicina da UC Davis e colaborador da STAT, expressou sua preocupação com a composição do novo comitê. “É preocupante que vários membros do comitê recém-formado pareçam vender ofertas não comprovadas, incluindo células-tronco e peptídeos, às vezes ambos”, afirmou. Knoepfler havia previsto em um artigo de opinião nesta primavera que o secretário da saúde, Robert F. Kennedy Jr., moldaria o comitê para ser favorável a peptídeos populares, mas não comprovados.
O aumento do interesse por peptídeos como tratamentos para diversas condições de saúde tem gerado debates sobre a segurança e a eficácia dessas substâncias, especialmente quando fabricadas por farmácias de manipulação, que podem operar com menos supervisão regulatória.
A decisão do FDA sobre a regulamentação dos peptídeos poderá impactar a forma como esses tratamentos são disponibilizados e utilizados no mercado, levantando questões sobre a proteção dos consumidores e a integridade das práticas médicas.
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