O capitão da seleção inglesa de rúgbi, Jamie George, manifestou confiança nos reservas inexperientes da equipe, afirmando que eles podem mudar o rumo da partida contra a África do Sul, marcada para este sábado em Joanesburgo.
Os jogadores Beno Obano, Asher Opoku-Fordjour, Henry Pollock e Guy Pepper têm, respectivamente, quatro, seis, dez e doze seleções pela Inglaterra. Embora o segunda linha Charlie Ewels tenha 34 aparições pela seleção, ele tem sido utilizado de forma esporádica nas últimas três temporadas.
“Eles estão empolgados com essa oportunidade”, declarou George durante uma entrevista ao Rugby Union Weekly. “Muitos desses jogadores estavam esperando por uma chance como essa há muito tempo.”
Henry Pollock, em especial, tem chamado a atenção dos torcedores sul-africanos por sua atitude vibrante em campo. O jovem flanker de 21 anos compartilhou uma foto em seu voo para Joanesburgo na semana passada, posando com o punho cerrado e a legenda “vejo vocês em breve ZA [África do Sul]”, acompanhada de um emoji de gota de sangue.
George ressaltou que um plano de jogo claro, que busca construir sobre uma atuação impressionante, apesar da derrota para a França na última partida, ajudará os reservas a não se sentirem intimidados ao enfrentar os campeões mundiais de duas edições.
“Não é apenas jogar eles de uma vez no fundo do poço”, acrescentou George. “Nós os preparamos, explicamos como vamos agir e o que é esperado deles. Isso gera expectativa em vez de medo da ocasião.”
A situação do banco da Inglaterra contrasta com a estratégia utilizada pelo técnico Steve Borthwick durante uma sequência de vitórias em 2025, quando jogadores experientes como Ellis Genge, Will Stuart e Tom Curry eram utilizados como reservas de impacto. No entanto, a profundidade da frente da Inglaterra diminuiu desde então, com Stuart fora por lesão e Fin Baxter e Bevan Rodd também indisponíveis. O capitão Maro Itoje foi poupado durante todo o verão.
Por outro lado, a África do Sul, conhecida por seu forte grupo de reservas chamado 'Bomb Squad', também escalou alguns novatos entre seus substitutos, como Jan-Hendrik Wessels, Zach Porthen e Cameron Hanekom, todos com menos de dez seleções.
“Acredito que é uma grande oportunidade para Henry Pollock”, comentou Paul Grayson, ex-abatedor da Inglaterra e comentarista da partida na BBC Radio 5 Live. “Ele não deve entrar em campo apenas com 15 minutos para o fim, mas sim com meia hora restante, tendo a chance de fazer a diferença.”
Grayson também destacou que, dado o nível de inexperiência na frente da Inglaterra, a situação atual é a que a equipe tem. “Esses são os jogadores disponíveis e pode ser que neste sábado eles encontrem uma nova energia com alguém como Beno Obano assumindo a responsabilidade e pressionando os adversários.”
A partida entre África do Sul e Inglaterra faz parte do Campeonato das Nações e será realizada no dia 4 de julho, com início às 16h40 (horário de Brasília), no Ellis Park, em Joanesburgo. A transmissão será feita ao vivo pela BBC Radio 5 Live, BBC Sounds e pelo site e aplicativo da BBC Sport.
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