O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, criticou na madrugada desta quinta-feira (9) a postura do secretário-geral da Otan, Mark Rutte. Baghaei acusou a aliança militar de ser "cúmplice na guerra" dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Em uma publicação na rede social X, o diplomata afirmou que os países europeus integrantes da Otan "não foram imparciais nessa agressão brutal e ilegal". Segundo ele, aqueles que disponibilizaram seus territórios, bases militares e infraestrutura para viabilizar a ofensiva não podem escapar da responsabilidade por sua contribuição em uma agressão não provocada e por suas graves consequências.

Além disso, Baghaei criticou a "insistente autopromoção" de Rutte, descrevendo-o como um "cortesão bajulador" que acredita que a adulação pode apagar o desprezo de um rei. Ele argumentou que, aos olhos de Washington, uma organização ineficaz não pode se tornar eficaz por meio da bajulação e que tal comportamento não restaurará o respeito próprio do bajulador.

Reações da Otan e dos EUA

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, havia apoiado os mais recentes ataques dos Estados Unidos contra o Irã. Em declarações a jornalistas antes da cúpula da aliança em Ancara, na manhã de quarta-feira (8), Rutte afirmou que a ação militar foi "absolutamente necessária". Para ele, a resposta dos EUA era crucial, dada a violação do cessar-fogo pelo Irã, que, segundo ele, resultou em ataques a navios na região.

Na mesma ocasião, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou acreditar que o memorando de entendimento firmado com o Irã "acabou", em razão da série de ataques que ocorreram. Trump afirmou que "é uma perda de tempo negociar com eles" durante a cúpula da Otan.

Tensões em aumento

A crítica do Irã à Otan e a Rutte ocorre em um contexto de crescente tensão entre o país e os Estados Unidos, especialmente após os ataques recentes na região. A postura da Otan e a aliança com os EUA são vistas como um fator que intensifica a animosidade entre o Irã e seus opositores.

Esses desdobramentos refletem a complexidade das relações internacionais na atualidade, onde alianças militares e ações unilaterais podem ter consequências significativas para a estabilidade regional e global.