A Nestlé registrou lucro líquido de US$ 4,27 bilhões (3,47 bilhões de francos suíços) no 1º semestre de 2026. O resultado representa queda de 31,4% em relação aos US$ 6,23 bilhões (5,07 bilhões de francos suíços) contabilizados de janeiro a junho de 2025. Segundo o balanço divulgado nesta 5ª feira (23.jul.2026), o recuo foi puxado pelo aumento dos custos de reestruturação e por uma baixa contábil, sem efeito sobre o caixa, de US$ 1,60 bilhão (1,3 bilhão de francos suíços).

O ajuste está relacionado a negócios classificados como ativos mantidos para venda. Eis a íntegra do relatório, em inglês (PDF – 556 kB). As vendas somaram US$ 52,99 bilhões (43,11 bilhões de francos suíços), redução de 2,5% ante os US$ 54,37 bilhões (44,23 bilhões de francos suíços) registrados no mesmo período de 2025.

A variação cambial teve impacto negativo de 6,2%. Apesar da queda, o crescimento orgânico foi de 3,6%. O crescimento real interno, que mede o avanço do volume e do mix de produtos, ficou em 1,5%.

Os reajustes de preços contribuíram com 2,1%. Eis outros resultados do período: lucro operacional subjacente: US$ 8,70 bilhões (7,08 bilhões de francos suíços), queda de 2,8%; margem operacional subjacente: 16,4%, redução de 0,1 ponto percentual; fluxo de caixa livre: US$ 4,15 bilhões (3,38 bilhões de francos suíços), alta de 46,3%; lucro por ação: US$ 1,66 (1,35 franco suíço), queda de 31,4%. O lucro bruto foi de US$ 24,59 bilhões (20 bilhões de francos suíços), com margem de 46,4%, ante 46,6% em 2025.

A Nestlé citou os preços mais altos do café e do cacau, o recolhimento de fórmulas infantis e os efeitos de tarifas comerciais entre os fatores que reduziram a rentabilidade. O programa de redução de custos economizou US$ 738 milhões (600 milhões de francos suíços) no semestre. Desde o início da iniciativa, a economia acumulada chegou a US$ 2,09 bilhões (1,7 bilhão de francos suíços).

A meta para 2026 é de US$ 2,46 bilhões (2 bilhões de francos suíços). “Nossa estratégia de crescimento liderada pelo RIG está dando resultados, com crescimento orgânico de 3,7% e RIG [Real Internal Growth] de 1,8% no 2º trimestre” , disse o CEO da Nestlé, Philipp Navratil. Segundo ele, os mercados emergentes aceleraram, enquanto os países desenvolvidos mantiveram desempenho sólido.

O café liderou o crescimento por categoria, com alta orgânica de 7,5%, impulsionada pela Nescafé. Alimentos e lanches avançaram 3,7%, com destaque para Maggi, KitKat e Milo. Produtos para animais de estimação cresceram 2,7%, enquanto nutrição recuou 1,2%.

Para 2026, a Nestlé projeta crescimento orgânico de 3% a 4% e fluxo de caixa livre acima de US$ 11,06 bilhões (9 bilhões de francos suíços). Leia mais: Tesla registra queda 5% no lucro do 2º trimestre Fluxo cambial fica positivo em US$ 189 milhões até 17 de julho Bolsa brasileira é a 4ª mais rentável do mundo em dólar