“Ela lutou para combater o feminicídio e foi vítima disso”. Essa frase foi proferida por Edna Varela da Silva, mãe de Bianca da Silva Ribeiro, de 26 anos, cujo corpo foi encontrado na última sexta-feira (10) em Miguel Pereira, no estado do Rio de Janeiro. O caso é investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Bianca estava desaparecida desde 4 de julho e seu corpo foi localizado parcialmente enterrado em uma fazenda na rodovia RJ-115, no bairro Ramada. Edna descreveu a filha como uma mulher de personalidade forte, que sempre se posicionou contra a violência de gênero e tinha um grande temor em relação ao feminicídio, tornando sua morte ainda mais trágica.
Contexto da vida de Bianca
A jovem vivia no Rio de Janeiro há cerca de seis anos e estava prestes a concluir sua licenciatura em História. “O sonho dela era concluir a faculdade agora e ela estava se preparando para uma prova para o governo. O objetivo era ter uma carreira alinhada com seus estudos”, declarou Edna, visivelmente abalada.
A irmã mais velha, Aline de Carvalho Ribeiro, também se pronunciou sobre a perda. Ela descreveu Bianca como uma figura materna, ressaltando o amor que a jovem tinha pelos sobrinhos. “O sobrinho dela era a vida dela, era a alegria dela”, afirmou.
Reações e pedidos da família
A prima de Bianca, Brenda, expressou a dor da família e recordou o espírito vibrante da estudante, que sonhava em fazer uma viagem para comemorar sua formatura no final do ano. “Bianca é essência. Bianca é luz. Bianca é alegria. Bianca é tudo de mais lindo que qualquer pessoa possa imaginar”, declarou emocionada.
Diante da brutalidade do crime, a família de Bianca clama por justiça. Aline enfatizou que “quem fez tem que pagar” e a mãe reforçou a necessidade de investigações: “Queremos justiça porque ela foi vítima de feminicídio e eu tenho certeza que as autoridades vão descobrir quem fez isso com minha filha”.
O velório de Bianca ocorreu no sábado (11), às 15h30, no Cemitério Nossa Senhora do Carmo, localizado na Avenida Governador Portela, no bairro Pantanal, em Miguel Pereira.
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