Uma imensa multidão se reuniu nesta segunda-feira (6.jul.2026) em Teerã, capital do Irã, para o cortejo fúnebre do aiatolá Ali Khamenei, que faleceu em fevereiro deste ano durante os primeiros ataques aéreos da guerra entre Estados Unidos, Israel e o Irã, conforme reportado pelo Tehran Times.

A multidão, vestida de preto e brandindo bandeiras iranianas, tomou as ruas do centro da cidade, seguindo o veículo que transportava o caixão de Khamenei. As imagens aéreas mostram a vasta quantidade de pessoas que se reuniram para prestar suas homenagens.

Detalhes da Procissão Fúnebre

Os participantes demonstraram profunda tristeza e respeito, refletindo a importância do líder na política iraniana e na sociedade xiita. O cortejo é um momento significativo, não apenas para os apoiadores de Khamenei, mas também para a história política do país.

O funeral ocorre em um contexto de instabilidade no Oriente Médio, exacerbada pelos recentes conflitos. A morte de Khamenei, figura central do governo iraniano, levanta questionamentos sobre o futuro do país e suas relações internacionais.

Programação das Cerimônias Fúnebres

As cerimônias em homenagem ao líder continuarão nos próximos dias, conforme a programação a seguir:

  • 7.jul.2026 – Os restos mortais serão levados à cidade de Qom, centro hierárquico do islamismo xiita no Irã, para cerimônias religiosas;
  • 8.jul.2026 – O corpo seguirá para o Iraque, onde haverá cerimônias nas cidades de Najaf e Kerbala;
  • 9.jul.2026 – O corpo retornará ao Irã para uma nova procissão em Mashhad, onde será enterrado próximo ao túmulo do imã Reza.

Esse extenso percurso reflete a reverência e a influência que Khamenei exerceu ao longo de sua vida, especialmente entre os xiitas. As cerimônias são esperadas para atrair multidões em cada local, destacando o impacto do líder na cultura e na religião do Irã.

Em meio às homenagens, um orador durante o funeral fez um apelo pela morte do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, evidenciando as tensões persistentes entre o Irã e os EUA. O evento não só marca a despedida de Khamenei, mas também a continuidade das narrativas políticas que moldam a região.

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