O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou que pretende abrir uma embaixada em Jerusalém para fortalecer as relações com Israel. A declaração foi feita por seu gabinete nesta quinta-feira, 16 de novembro.
Essa decisão ocorre após o rompimento das relações entre a Colômbia e Israel, promovido pelo presidente Gustavo Petro em 2024, em resposta à ofensiva israelense em Gaza. Espriella, que assumirá a presidência em 7 de agosto, planeja reestabelecer esses laços já no primeiro dia de seu mandato.
Relações diplomáticas em foco
O gabinete de Espriella comunicou que o novo governo está avançando na abertura da Embaixada da Colômbia em Jerusalém, a capital de Israel. A localização das embaixadas estrangeiras em Israel é uma questão diplomática importante, especialmente no contexto do conflito com a Palestina. Israel considera Jerusalém sua capital, abrigando o governo, o Parlamento e a Suprema Corte, enquanto os palestinos reivindicam Jerusalém Oriental como a capital de um futuro Estado palestino.
Antes do rompimento promovido por Petro, a embaixada colombiana estava situada em Tel Aviv, onde a maioria dos países mantém sua representação diplomática. O ex-presidente havia manifestado a intenção de abrir uma representação em Ramallah, na Cisjordânia, mas essa proposta não foi concretizada.
Reações ao anúncio
Após a divulgação da intenção de Espriella, o presidente Gustavo Petro criticou seu sucessor nas redes sociais, afirmando que ele se tornará um “cúmplice de genocídio” ao restabelecer laços com Israel. Essa declaração reflete as tensões que cercam a política externa colombiana e a polarização em torno do apoio a Israel e à Palestina.
O novo chanceler designado por Espriella, Omar Bula, se reuniu com o chanceler israelense, Gideon Sa'ar, em Washington no dia 15 de novembro. Durante o encontro, os diplomatas discutiram um “mapa do caminho” para o restabelecimento das relações e a eliminação de vistos.
Além disso, o gabinete do presidente eleito informou que a Colômbia retirará seu apoio ao caso promovido pela África do Sul contra Israel na Corte Internacional de Justiça, que alega genocídio em Gaza. O governo de Petro havia apoiado essa denúncia, interrompendo as exportações de carvão para Israel e suspendendo a compra de armamentos israelenses.
Em comunicado, o novo governo afirmou que a relação histórica que foi rompida de maneira unilateral pelo governo Petro será fortalecida novamente.
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