A Suprema Corte da Coreia do Sul decidiu, na quinta-feira, 9 de julho de 2026, que a sentença de sete anos de prisão imposta ao ex-presidente Yoon Suk Yeol deve ser mantida. A condenação está relacionada a crimes decorrentes da declaração de lei marcial mal sucedida em 2024, que gerou um caos político no país.
Rejeição de Apelos
Durante a transmissão ao vivo do julgamento, um juiz da corte suprema afirmou que "todos os apelos foram rejeitados" e que não houve mal-entendido nas interpretações legais feitas pelas instâncias inferiores. A defesa de Yoon expressou "profunda decepção" com a decisão, alegando que a corte chegou a essa conclusão "sem deliberações suficientes". Um advogado do ex-presidente afirmou que a equipe legal irá contestar a constitucionalidade do veredicto por meio de procedimentos de revisão constitucional, incluindo uma queixa constitucional.
Trajetória Judicial de Yoon Suk Yeol
Em janeiro deste ano, uma corte inferior havia condenado Yoon a cinco anos de prisão por abuso de poder e por ter utilizado agentes de segurança presidencial para impedir sua prisão. Essa pena foi posteriormente ampliada para sete anos por um tribunal de apelação. O ex-presidente, que já se encontra detido, também enfrenta uma sentença de prisão perpétua por liderar uma insurreição com a declaração de lei marcial. Yoon defendeu sua ação como motivada pelo interesse público, mas a corte considerou que se tratou de um plano intencional que resultou em "enormes custos sociais".
Além disso, Yoon foi condenado a 30 anos de prisão por ter enviado drones para a Coreia do Norte, com promotores alegando que essa ação foi uma tentativa deliberada de aumentar as tensões com Pyongyang e justificar sua fracassada tentativa de declarar lei marcial em dezembro de 2024. Ele ainda enfrenta cinco outros processos judiciais.
Crise Política em Dezembro de 2024
A declaração de lei marcial feita por Yoon em dezembro de 2024, onde acusou a oposição de minar o governo, foi rapidamente revogada pelo legislativo. A presença de soldados armados nos degraus da assembleia e ao redor do parlamento chocou a população, trazendo à tona memórias das ditaduras militares que dominaram o país entre os anos 1960 e 1980. Este episódio desencadeou a maior crise política da Coreia do Sul em décadas, resultando em protestos em massa, confronto com a polícia, impeachment de Yoon e meses de turbulência política.
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