O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pré-candidato à Presidência da República, anunciou nesta terça-feira (7) que as negociações estão avançadas para que o empresário Geraldo Rufino, do Podemos, seja escolhido como seu vice na chapa que disputará o Planalto.

"Enquanto eu era governador, ele esteve no meu gabinete algumas vezes, indo a São Paulo eventualmente o encontro. Temos muita afinidade. Até porque ele é mineiro de uma cidade vizinha à minha", comentou Zema em relação à sua relação com Rufino.

Trajetória de sucesso de Geraldo Rufino

Geraldo Rufino é conhecido por sua trajetória de superação, tendo iniciado sua carreira como catador de latinhas e se tornado o proprietário da JR Diesel, considerada a maior rede de desmanche legal da América Latina. Sua história de vida e sucesso ressoou no cenário empresarial, destacando-se como um exemplo de resiliência e empreendedorismo.

Convite aceito, mas com ressalvas

Zema revelou que Rufino já teria aceitado o convite para ser seu vice, mas a confirmação final ainda depende das deliberações do partido. Além disso, o ex-governador mencionou que outras legendas estão sendo consultadas para a formação de uma aliança, embora tenha deixado claro que não está em conversações com partidos de esquerda.

A declaração foi feita durante um evento promovido pela Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE), realizado em Brasília. Zema aproveitou a ocasião para discutir seus planos, que incluem medidas para "destravar a economia", como a revisão de programas sociais e uma nova reforma da previdência.

"O brasileiro está vivendo mais, infelizmente é a realidade. Ele vai precisar trabalhar um pouco mais", disse Zema, ao abordar a questão da longevidade e suas implicações para a força de trabalho.

O ex-governador também expressou sua intenção de privatizar estatais, seguindo o modelo que implementou em Minas Gerais. Ele argumentou que o governo já possui muitas responsabilidades nas áreas de saúde e educação, e que não deveria administrar empresas. "Lá em Minas eram 118. Sobrou só uma, a Cemig [a companhia energética do estado]", acrescentou.

Zema acredita que as privatizações realizadas em Minas Gerais tiveram resultados positivos, afirmando que as empresas geridas pelo setor privado prosperaram. "As empresas que foram bem administradas pelo setor privado decolaram", concluiu.