O pré-candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, declarou nesta segunda-feira (13) que, se for eleito em outubro, será seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, quem lhe passará a faixa presidencial na cerimônia de posse, marcada para janeiro de 2027. O ex-presidente está atualmente em prisão domiciliar, cumprindo pena imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.
A afirmação foi feita durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, onde Flávio comentou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que proibiu novas visitas dele ao pai. Essa restrição foi imposta após a divulgação de uma carta escrita por Jair em apoio à pré-candidatura de Flávio.
"O presidente Bolsonaro é que vai colocar a faixa de presidente em mim em janeiro do ano que vem. Anota aí. Vocês vão ver essa cena. Em nome de Jesus vocês vão ver essa cena", declarou Flávio, reafirmando sua confiança na vitória nas urnas.
Contexto da Cerimônia de Posse
Tradicionalmente, o ex-presidente é quem passa a faixa ao novo presidente durante a cerimônia de posse. No entanto, essa prática não ocorreu na posse de Luiz Inácio Lula da Silva em 2023, pois Jair Bolsonaro se ausentou, viajando para Orlando, nos Estados Unidos, dias antes do evento.
Durante a live, Flávio expressou otimismo em relação à reversão da situação jurídica do pai e afirmou que, se eleito, seu objetivo será "resgatar o Brasil". Ele comentou: "Podem ter certeza. A gente vai resgatar esse Brasil. A gente vai honrar o presidente Bolsonaro e todos os perseguidos do 8 de janeiro", referindo-se aos condenados por sua participação na tentativa de golpe de Estado de janeiro de 2023.
Críticas a Alexandre de Moraes
Flávio Bolsonaro também aproveitou a transmissão para criticar Alexandre de Moraes, acusando-o de tentar interferir nas eleições ao restringir o contato entre ele e Jair Bolsonaro. O ministro do STF decidiu, nesta segunda-feira, suspender as visitas do senador ao pai por 90 dias, considerando que a leitura de uma carta do ex-presidente durante a live infringiu uma decisão anterior que proibia Jair de utilizar redes sociais.
Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e cumpre medidas cautelares impostas pelo STF, que incluem a proibição de usar redes sociais, direta ou indiretamente. Após a carta de apoio à candidatura de Flávio, Moraes determinou a proibição das visitas ao ex-presidente.
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