Declarações de Flávio Bolsonaro

Na madrugada desta terça-feira (14.jul.2026), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou seu perfil na plataforma X para afirmar que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), é "um injustiçado, um perseguido, um homem censurado". A declaração foi feita em um contexto de crescente tensão política e judicial envolvendo a figura do ex-presidente.

Em sua publicação, Flávio questionou aos seguidores: "Você aguentaria passar por aquilo que Bolsonaro está passando?". O senador acompanhou suas palavras com um vídeo onde elogiava a conduta pessoal e política de Jair Bolsonaro, além de convocar seus apoiadores para se mobilizarem.

"Você ia suportar tanta perseguição? Um cara honesto, um cara correto, um cara de um coração gigante", declarou Flávio, ressaltando a simplicidade do ex-presidente como uma característica genuína e não uma estratégia eleitoral. Ele citou o hábito de Bolsonaro de comer pastel com caldo de cana em barracas de rua como um exemplo de sua autenticidade.

Investigação e restrições judiciais

Flávio Bolsonaro fez suas declarações um dia após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, suspender por 90 dias as visitas do senador ao pai. A decisão impede que Flávio encontre Jair Bolsonaro até o fim do primeiro turno das eleições, criando um cenário de incerteza para a campanha do ex-presidente.

A suspensão foi motivada pela divulgação de uma carta política de Bolsonaro, lida por Flávio, que poderia ter violado uma proibição imposta ao ex-presidente de usar perfis de terceiros para se comunicar. Moraes também exigiu que a defesa de Jair Bolsonaro se manifeste sobre o episódio.

Na carta, lida por Flávio no sábado (11.jul), o ex-presidente expressou apoio à pré-candidatura do filho e o chamou de seu "porta-voz", além de pedir que seus aliados deixassem de lado as diferenças. A mensagem foi divulgada após atritos com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro relacionados a articulações políticas no Ceará.

Flávio ainda destacou que Jair Bolsonaro nunca utilizou um cartão corporativo durante seus quatro anos de presidência, apesar de ter direito a gastos de até R$ 20.000 mensais. "Ele nunca usou. Zero", afirmou o senador, que se comprometeu a adotar a mesma conduta em sua própria candidatura, pedindo apoio de seus seguidores: "Eu preciso de cada 1 de vocês. Mais do que nunca".


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