Alisson Bruno dos Santos do Prado, de 32 anos, morreu na última sexta-feira (26) após um acidente em uma piscina em uma chácara de Pirenópolis, Goiás. O bombeiro civil, que atuava no Ministério Público e era morador de Samambaia, no Distrito Federal, se acidentou ao mergulhar, batendo a cabeça no fundo da piscina.

A missa de sétimo dia de Alisson ocorreu nesta sexta-feira (3). Em entrevista ao g1, sua namorada, Laisla Maria, compartilhou a dor da perda e os planos que foram interrompidos. “Eu não tenho ânimo para nada. Fico olhando nossas mensagens, ouvindo os áudios, vendo fotos e vídeos”, disse.

Um homem dedicado à família

Laisla descreveu Alisson como um bom filho, pai e amigo. “Ele sempre foi um bom filho, bom pai, bom irmão e um marido maravilhoso. Trabalhador demais, sempre procurando formas de ganhar dinheiro e dar uma vida digna para mim e para as crianças”, afirmou. Alisson deixou três filhos de um relacionamento anterior, que estavam presentes na chácara no momento do acidente.

O casal, que se conheceu em 2019 durante uma viagem a Brasília, vivia junto há seis anos. “Foi tudo muito intenso. Entre altos e baixos, amor, discussões e pazes. Sempre juntos”, relembrou Laisla, destacando que Alisson a apoiou em sua formação em enfermagem.

Planos de um futuro juntos

Alisson e Laisla tinham planos de se casar em outubro deste ano. “Ele ia reunir minha família e meus amigos para me pedir em casamento, oficializar diante de Deus”, contou Laisla. Apenas algumas horas antes do acidente, Alisson enviou uma mensagem carinhosa para a namorada, reafirmando seu amor. “Me beijou muito antes de entrar na piscina, estava se despedindo”, recordou.

O acidente ocorreu durante uma celebração do aniversário da mãe de Laisla, sogra de Alisson. Segundo o Corpo de Bombeiros, após o mergulho, Alisson perdeu a consciência e amigos o retiraram da água, iniciando os primeiros socorros.

Quando as equipes de emergência chegaram, encontraram familiares levando Alisson em um carro particular para o hospital. Durante o transporte, o bombeiro estava em parada cardiorrespiratória, sem pulso e sem respirar. As equipes realizaram manobras de ressuscitação cardiopulmonar, mas Alisson foi entregue à equipe médica ainda em estado crítico. A morte foi constatada no hospital pela Polícia Civil.