A Justiça de Goiás decidiu pela soltura do humorista Waldemar Neto Lobo Melo do Carmo, conhecido como "Seu Waldemar", que estava detido desde o dia 23 de junho. A decisão foi proferida nesta segunda-feira (06) e se deu após o pagamento de uma dívida relacionada a pensão alimentícia.
O alvará de soltura foi emitido pela 3ª Vara de Família de Goiânia, que determinou que Seu Waldemar deveria ser libertado imediatamente, desde que não houvesse outras razões para sua permanência na prisão. A expectativa é que ele deixe a unidade prisional nesta terça-feira (07), uma vez que o alvará foi expedido no fim do dia.
Contexto da prisão
Seu Waldemar foi preso em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, onde estava cursando Medicina. A detenção ocorreu em uma ação conjunta da Polícia Civil de Goiás, da Polícia Federal de Mato Grosso do Sul e de autoridades paraguaias, em cumprimento a um mandado de prisão expedido pela Justiça goiana.
Na época da prisão, a dívida de pensão alimentícia que motivou a ação era de R$ 20.621,03. Contudo, um processo adicional relacionado a penhora de bens já ultrapassava R$ 90 mil. O advogado de defesa, Rumennigge Pires Dietz, informou que um acordo foi feito, reduzindo o débito em cerca de R$ 20 mil, e que aproximadamente R$ 46 mil foram pagos até o momento.
Discrepâncias nos valores da dívida
Flávia Aragão, representante da família de Seu Waldemar, apresentou uma versão diferente sobre os valores da dívida. Segundo ela, o total atualizado estaria próximo de R$ 60 mil, considerando os pagamentos parciais que já haviam sido realizados durante o processo. A quitação do saldo remanescente foi o que possibilitou a decisão favorável à sua soltura.
Com a resolução da pendência alimentícia, a Justiça autorizou a libertação do humorista, que estava custodiado em Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, após ser entregue às autoridades brasileiras. A situação de Seu Waldemar, que gerou atenção da mídia, destaca as complexidades das questões judiciais relacionadas à pensão alimentícia e seus impactos na vida dos indivíduos envolvidos.
O caso de Seu Waldemar serve como um lembrete da importância da regularidade nas obrigações alimentares e das consequências legais que podem resultar do não cumprimento dessas obrigações.
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