Metade da oferta de habitação acessível em áreas rurais da Inglaterra está sob ameaça devido a propostas do governo para relaxar as regras de planejamento para desenvolvedores privados. A análise, realizada pela National Housing Federation, alerta que a mudança pode resultar na perda de até 32.000 novas moradias nos próximos dez anos.

As autoridades estão considerando a possibilidade de eliminar as cotas de habitação acessível, conhecidas como acordos de seção 106, para novos empreendimentos que variem entre 10 e 49 unidades habitacionais. Essa medida visa impulsionar a construção de casas, que atualmente enfrenta um ritmo lento.

Mudanças nas regras de desenvolvimento

Atualmente, os acordos de seção 106 exigem que os desenvolvedores incluam uma porcentagem de moradias acessíveis em seus projetos. Com a proposta de substituí-los por pagamentos em dinheiro às autoridades locais, o governo busca incentivar mais iniciativas de construção. No entanto, essa mudança pode comprometer a criação de habitação destinada a famílias de baixa e média renda.

A National Housing Federation expressou preocupação de que a eliminação dessas cotas poderia resultar em uma redução significativa na oferta de moradias acessíveis, especialmente em áreas onde a demanda por habitação é alta, mas os preços são exorbitantes. A análise sugere que, sem as exigências atuais, muitos desenvolvedores poderiam optar por não incluir moradias acessíveis em seus projetos, priorizando lucros em vez de atender às necessidades da comunidade.

Impacto nas comunidades rurais

A perda de habitação acessível pode ter sérias implicações para as comunidades rurais, onde a escassez de moradias a preços razoáveis já é um desafio. Com a proposta do governo em fase de decisão, a National Housing Federation está pressionando os ministros a reconsiderar as mudanças, enfatizando a importância de garantir que as comunidades rurais tenham acesso a moradias que atendam às necessidades de seus residentes.

Os ministros devem anunciar sua decisão nas próximas semanas, e a expectativa é de que a discussão sobre as implicações dessas mudanças continue a ser um tema central nas conversas sobre políticas habitacionais no país.