O pastor Jin Mingri, conhecido como Ezra Jin, fundador da Zion Church, uma das principais igrejas subterrâneas da China, foi libertado após meses de detenção. Segundo sua família e a organização de direitos cristãos ChinaAid, ele chegou a Los Angeles no dia 4 de julho, após ser mantido em centros de detenção na cidade de Beihai desde outubro do ano anterior.

Liberação e o papel da diplomacia

A ChinaAid expressou sua gratidão pela libertação de Ezra Jin, destacando a importância do evento em um comunicado no último domingo. O pastor se tornou uma figura reconhecida no movimento cristão subterrâneo na China, que inclui igrejas que operam sem registro oficial, desafiando a exigência do governo de que os fiéis adorem apenas em congregações registradas.

A Zion Church, que foi fechada pelas autoridades em 2018, continuou suas atividades online, alcançando milhares de fiéis. A detenção de Jin ocorreu durante uma repressão mais ampla a líderes de igrejas, onde dezoito pessoas foram presas sob a acusação de “uso ilegal de redes de informação”.

Reações e perspectivas futuras

A família de Jin expressou sua alegria com a libertação, atribuindo a intervenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que mencionou o caso do pastor ao presidente chinês, Xi Jinping, durante uma visita a Pequim em maio. Na ocasião, Trump afirmou que Xi estava 'considerando seriamente' a libertação de Jin.

“Sabemos que isso não poderia ter acontecido sem a intervenção direta do presidente Xi Jinping. Esperamos que isso sinalize uma mudança positiva para as pessoas de fé na China e para as relações entre nossas duas nações”, afirmou a família em uma declaração separada.

Até o momento, não houve comentários imediatos do ministério das Relações Exteriores da China sobre a libertação de Jin.

Maya Wang, diretora adjunta da Human Rights Watch para a Ásia, também comemorou a libertação, mas destacou que vários membros da Zion Church ainda permanecem detidos. “Pelo menos 8 membros da Zion Church continuam presos na China. Todos eles devem ser libertados”, afirmou Wang em uma publicação na plataforma X.