O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) manifestou, nesta segunda-feira (13.jul.2026), sua insatisfação em relação à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que suspendeu por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O congressista afirmou que essa medida acaba promovendo uma "propaganda" para a pré-candidatura de Flávio ao Planalto.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Ferreira argumentou que a restrição impede o encontro entre pai e filho até o final do primeiro turno das eleições, o que, segundo ele, pode ter um efeito inverso ao desejado. "No fim das contas, sabe quem está fazendo propaganda eleitoral para o Flávio? Alexandre de Moraes", declarou o deputado.

Durante a gravação, Nikolas Ferreira fez uma comparação entre as restrições impostas a Jair Bolsonaro e a liberdade de Lula durante o período em que esteve preso, entre 2018 e 2019. Ele ressaltou que, enquanto Lula recebia visitas e concedia entrevistas, as limitações atuais enfrentadas pelo ex-presidente são mais rigorosas. "Mas como será que o Judiciário tratava quando era o Lula preso?", questionou Ferreira.

Além das críticas à decisão de Moraes, o deputado também se manifestou sobre a investigação que apura uma suposta propaganda eleitoral antecipada, que surgiu após a divulgação de uma carta de apoio de Jair Bolsonaro à candidatura de Flávio. Nikolas Ferreira argumentou que manifestações políticas envolvendo Lula não foram sujeitas ao mesmo escrutínio.

Ele afirmou: "Agora o Moraes vem acionar o Ministério Público Eleitoral para investigar, falando que houve propaganda antecipada na divulgação da carta de Bolsonaro. Aí eu pergunto: isso aqui foi o quê, então?". Ferreira enfatizou que as restrições impostas pelo ministro têm um impacto significativo no processo eleitoral, limitando a atuação política de Jair Bolsonaro durante a campanha.

"Tiraram o nosso melhor jogador do campo", frisou Nikolas, referindo-se a Jair Bolsonaro, e alegou que as medidas adotadas antes do início oficial da disputa buscam impedir a influência eleitoral do ex-presidente. A declaração do deputado reflete uma preocupação com a dinâmica das eleições e a forma como decisões judiciais podem interferir na campanha de candidatos.