O governo do Reino Unido anunciou, na quarta-feira, propostas para a proteção de adolescentes nas redes sociais, incluindo uma restrição de uso a partir da meia-noite e limites para funções como rolagem infinita. As medidas visam atender à crescente preocupação sobre a segurança online, especialmente entre jovens de 16 a 17 anos.

Detalhes das novas propostas

De acordo com o governo britânico, adolescentes nessa faixa etária terão um curfew noturno padrão, que começará à meia-noite e se estenderá até às 12 horas do dia seguinte. Além disso, recursos considerados viciantes, como a rolagem infinita e a reprodução automática de vídeos, serão desativados automaticamente. Contudo, os jovens terão a opção de reativar essas configurações, caso desejem.

Essas novas regras devem entrar em vigor na primavera de 2027. A proposta surge após um teste de restrições nas redes sociais, que mostrou resultados positivos, com adolescentes relatando melhorias no sono e na concentração.

Resultados do teste de restrições

O teste, que envolveu mais de 300 adolescentes e seus pais em todo o Reino Unido, durou um mês e incluiu três diferentes intervenções: limitação do uso de aplicativos a 15 minutos diários, um curfew noturno das 21 horas às 7 horas e a remoção total de certos aplicativos de redes sociais.

Os participantes do teste relataram uma série de benefícios à saúde mental, como melhora no humor, redução do estresse e aumento da energia durante o dia. No entanto, também perceberam um “compromisso social e emocional”, uma vez que as redes sociais são centrais para suas interações com amigos que não estavam sujeitos a essas restrições. Como resultado, o curfew noturno foi considerado a melhor opção para equilibrar os benefícios à saúde com as necessidades sociais dos adolescentes.

Contexto das restrições sociais

Em junho, o ex-primeiro-ministro britânico Keir Starmer anunciou uma proibição geral de uso de redes sociais para adolescentes com menos de 16 anos. Essa decisão foi influenciada pela Austrália, que se tornou o primeiro país a implementar uma proibição legal em dezembro. A ban do Reino Unido abrangeria plataformas populares como Snapchat, TikTok, Instagram, Facebook, YouTube e X.

Essas iniciativas refletem um movimento crescente em várias partes do mundo, visando a proteção da saúde mental dos jovens em um ambiente digital cada vez mais complexo. À medida que as discussões sobre segurança online continuam, as medidas propostas pelo governo do Reino Unido podem servir de modelo para outras nações que buscam abordar questões semelhantes.